Programa de Desenvolvimento da Apicultura no Rio Grande do Norte

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Produtores de mel ganham estudo para direcionar investimentos

Reconhecida como uma das atividades mais importantes do setor rural do Estado, a apicultura terá a partir de dezembro um maior desenvolvimento com a edição do "Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Mel do Rio Grande do Norte", realizado pelo Sebrae. Foram pesquisadas 24 associações, 187 apicultores, três indústrias de beneficiamento, dois fornecedores de insumos e equipamentos e 263 consumidores, perfazendo 65 municípios, principalmente nas regiões Oeste, Alto Oeste, Seridó e Mato Grande.

O coordenador do estudo e pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Sérgio Luiz de Oliveira Vilela, explica que a atividade apícola está num momento incipiente, necessitando de apoio nos aspectos de capacitação e da organização dos produtores em associações, cooperativas e na própria Federação Apícola do Rio Grande do Norte. "É essencial que seja feita a capacitação para que os pequenos produtores de mel possam garantir maior competitividade no mercado, com uma produção organizada e de qualidade", afirma Vilela.

Estima-se que o Estado tenha pouco mais de 1 mil apicultores e que a produção anual gira em torno de 600 toneladas de mel, com grande perspectiva de duplicar no próximo ano, em função do trabalho de consultoria tecnológica e do aumento significativo da demanda pelo mercado externo, principalmente da Europa, Ásia e Estados Unidos. O consultor explicou que a dificuldade de quantificar o volume produzido no Estado é devido a comercialização dispersa e ao escoamento da produção através dos vizinhos Ceará e Paraíba, provocado pela tributação sobre o valor da venda do mel, chegando ao dobro em relação ao imposto cearense.

O diagnóstico, que está em fase de validação dos dados, mostra que o mercado está bastante aberto, sendo a demanda maior do que a oferta e já existem compradores de mel interessados em adquirir a produção de mel do próximo ano. É necessária, segundo o consultor, a criação de uma infra-estrutura para que as instituições possam dar um suporte aos apicultores norte-rio-grandenses, cuja maioria, cerca de 95%, são de pequeno porte. "Estes investimentos vão se transformar em resultados sociais e econômicos bastante significativos para o Estado", acredita.

O estudo mostrou que a produção de mel no Estado é bastante pulverizada e as associações existentes não conseguem aglutinar os produtores, que vendem suas produções isoladamente, fazendo com que não tenham volume, nem escala de produção para poder atender a grandes contratos e garantir melhores preços. Além da produção do mel de abelha, será estimulada a produção de própolis, pólen, cera, apitoxina e geléia real.

Segundo o pesquisador, atualmente o apicultor é quem determina o preço e o mercado está pagando entre R$ 100,00 e R$ 120,00 a lata, perfazendo algo torno de R$ 5,00 o quilo do mel pago ao produtor, isento de toda a despesa. "No ano passado esse valor era duas vezes inferior ao que está sendo praticado atualmente, aumentando em 200% o preço do mel. Esta é uma oportunidade de melhorar as condições de vida do apicultor", lembra Vilela.
 

Fonte: Jornal Tribuna do Norte

 

 

 

 


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