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Todos os povos primitivos da Ásia, África e Europa conheciam as abelhas e utilizavam seus produtos e derivados. Os egípicios são considerados os primeiros apicultores, uma vez que 2 400 anos a.C já criavam abelhas em colméias de barro. Até hoje, os egípicios mantêm uma dança típica denominada "Passo da Abelha". Do Egito, a apicultura difundiu-se entre gregos e romanos que a aperfeiçoaram. As abelhas sempre foram muito importantes para estes povos tanto que a valorizavam no comércio e na literatura, as estampavam em moedas, medalhas e roupas. Durante séculos a apicultura foi mantida no estado rudimentar e primitivo. Aristóteles foi o responsável pelos primeiros estudos formais sobre as abelhas. Somente no século XVII, com a ajuda do microscópio é que fizeram importantes descobertas sobre os aspectos biológicos das abelhas e foram criados os equipamentos especiais para sua cultura racional e exploração econômica. Nos dias atuais a apicultura se desenvolve através de métodos altamente técnicos e científicos. A
Apicultura no Brasil Em 1956, o Dr. Warwick Estevam Kerr trouxe da África para fins científicos, cerca de 50 abelhas rainhas das subespécies Apis mellífera adansonii e Apis mellífera capensis e as introduziu em Piracicaba, interior de São Paulo. Acidentalmente houve uma fuga dessas abelhas que acabaram cruzando com as européias já existentes no país. Desse cruzamento resultaram as abelhas africanizadas causando problemas sérios na apicultura nacional. Agressivas e imigratórias elas se reproduziram rapidamente e hoje a população de abelhas africanas e africanizadas no Brasil é estimada em 90%. Atualmente, alguns apicultores têm trabalhado para aumentar as populações de abelhas européias puras no país, já que são mansas e muito produtivas. |
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