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A APICULTURA vem apresentado-se nos últimos anos como uma importante alternativa econômica para o meio rural da região. A flora ainda diversificada do nordeste brasileiro associadas às condições climáticas favoráveis as atividades das abelhas durante todo o ano, asseguram boas produções de mel. Este pôr sua vez, trata-se de um produto nobre, de grande aceitação no mercado e preço compensador. Diante das dificuldades enfrentadas pelos demais segmentos da agropecuária nordestina, a apicultura tem tornado-se altamente interessante para os produtores e atraídos muitos adeptos. A atividade no entanto, tem pecado pelo mesmo crescimento desordenado característico das demais atividades agropecuárias da região, e a maioria dos criadores iniciam-se na apicultura observando os outros criadores ou participando de cursos ministrados por aqueles. Por ser uma atividade relativamente nova, a apicultura é desconhecida pela maioria da população, inclusive dos técnicos responsáveis pela assistência técnica e desenvolvimento regional. Como conseqüência, a improvisação e a distorção de técnicas apícolas são práticas comuns e o resultado tem sido aquém do real potencial apícola. Não somente a produtividade, mas a qualidade e diversificação dos produtos, conquista de mercado e rentabilidade da apicultura ficam comprometidas quando a atividade é praticada sem conhecimentos técnicos sobre o assunto. O Estado do Rio Grande do Norte apresenta um grande potencial natural para a exploração apícola a partir de sua vegetação com grande diversidade de floradas, condições climáticas favoráveis, número consideráveis de apicultores e grande quantidade de meleiros e, pelo aproveitamento das abelhas como agentes polinizadores nas culturas para exportação, como manga, melão, caju, etc.; aumentando a produtividade destas culturas. Porém, a apicultura racional do Rio Grande do Norte, aparentemente sofre dos mesmos problemas citados acima para apicultura nordestina como um todo e não tem produzido os benefícios esperados para a população da região. A atividade dos meleiros por sua vez, merece atenção especial visto que o seu praticante já possui a cultura de explorar economicamente as abelhas e pode melhorar enormemente as suas condições de trabalho, renda e padrão de vida caso torne-se um apicultor racional. Além disso, em muitos casos a forma de extração primitiva feitas pêlos meleiros provoca danos irreparáveis ao meio ambiente, já que é comum a destruição do enxame, a derrubada de árvores ou as queimadas, advindas de técnicas impróprias. O SEBRAE/RN, através de seus diversos programas e projetos, tem procurado desenvolver ações de melhoria, atendendo a pequenos empresários rurais ligados ao setor apícola do Rio Grande do Norte, através da capacitação dos envolvidos, da busca de novos mercados e da articulação de permanente de parcerias. Este Projeto portanto, dá continuidade ao trabalho iniciado pelo SEBRAE/RN, e é fundamental para consolidação do trabalho junto a estes atores, tornando-os capazes de bem conduzir seu negócio, bem como prepará-los para de forma coletiva, discutir com os outros integrantes da cadeia produtiva e demais agentes envolvidos, formas de desenvolvimento e crescimento contínuo da atividade apícola. Desta forma, pretende-se que o Projeto contribua, efetivamente, no processo de expansão e fortalecimento harmônico do agronegócio do mel e seus derivados, no Rio Grande do Norte, de forma permanente e sustentável. |
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