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As
abelhas são pertencentes à família Apidae, que é dividida em
duas subfamílias: a Meliponinae
e a Apinae.
A primeira é constituída pelas chamadas abelhas indígenas, que habitam
regiões tropicais e subtropicais. Entre estas abelhas, algumas possuem
ferrão e outras não. Elas são subdivididas em três gêneros:
Lestrimellitini, Trigonini
e
Meliponini. Já na sub-família
Apinae, são encontrados os gêneros Apis
e Bombus,
cujas abelhas apresentão ferrão. No gênero Apis
estão as principais espécies
responsáveis pela produção de mel no mundo.
Abelhas
Indígenas A
maior parte de abelhas indígenas existentes no mundo estão no Brasil.
O gênero meliponini é o maior e, embora não seja largamente utilizado
para fins comerciais, já que a sua produção e mel é baixa em comparação
às abelhas do gênero Apis, é possível encontrar no país alguns meliponicultores
dedicados ao seu cultivo.
As
abelhas indígenas são fundamentais para a fecundação de inúmeras
espécies vegetais de nossa flora. Muitas delas foram extintas em
razão da degradação ambiental. Menores e com comportamento diferenciado
das abelhas do gênero Apis,
a maioria das indígenas
não têm ferrão e formam suas colônias em oco de árvores ou em galerias
cavadas no solo. Os ninhos de algumas espécies apresentam o formatode
um túnel. Não são todas as espécies que aceitam habilitar colméias
artificiais
Apis
De
grande importância econômica, as abelhas do gênero Apis e espécie
Apis Mellifera são divididas em várias subespécies:
Apis
mellifera lamarckii Também
conhecidas como abelhas egípicias, esta subespécie é encontrada
no vale do rio nilo. Não são indicadas para prática apícola,
já que são muito agressivas e apresentam baixa produtividade.
Apis
mellifera lingustica Conhecida
como abelha italiana, está entre as abelhas mais cultivadas no mundo.
Foram introduzidas no Brasil em 1979, pelo apicultor Frederico Hanneman.
O corpo apresenta coloração amarelo ouro e é coberto por pêlos compridos.
No zangão, a cor é mais acentuada e uniforme. A rainha pode ser
facilmente localizada entre as operárias. Muito mansas as abelhas
italianas são de fácil manuseio. Ficam muito calmas nos favos e
são pouco exameadoras. Reproduzem-se bem e costumam produzir opérculos
de cor clara.
Apis
mellifera carnica É
originária do sul da Áustria e de uma parte iuguslávia. Apresenta
coloração cinza e, por ter passado por um processo de seleção genética
durante quase um século na Alemanha, é bem grande em tamanho.
Apis
mellifera caucásica Conhecida
como abelha caucasiana, teve sua origem nos vales do Cáusaco Central,
na Geórgia. Trata-se de uma abelha grande, mas não maior que a A.m
carnica. Apresenta coloração cinza-clara, é muito mansa, de fácil
manuseio e pouco enxameadora. Os zangões possuem pêlos pretos
no tórax.
Apis
mellifera mellifera Originárias
dos Alpes europeus e da Rússia central, foram as primeiras abelhas
do gênero introduzidas no Brasil pelo padre Antônio Carneiro, missionário
da Companhia de Jesus. São conhecidas como abelhas-do-reino, abelha-europa,
abelha preta ou nigra. Apresentam coloração totalmente negra, são
grandes, com abdômen largo e pêludas. São muito mansas, mas ficam
agitadas durante o manuseio. Adaptaram-se muito bem ao Brasil, reproduzindo-se
de maneira excelente. Estas abelhas são pouco enxameadoras.
Apis
mellifera escutelada Originária
do continente africano, foram introduzidas no Brasil por volta de
1956. Seu comportamento é bem diferente quando comparado ao das
abelhas européias. As africanas são abelhas muito agressivas, polinizadoras
e enxameadoras. Não tem o hábito de estocar grandes quantidades
de alimento. Apresentam porte menor e cor amarelo-limão no abdômem.
São caracterizadas por listras negras transversais que vão aumentando
de largura até formar uma parte negra e brilhante.
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